Aquele que estamos chamando para vir
Introdução
O último capítulo explorou o mistério do chamado da Noiva para seu Amado. Vimos como o capítulo final do Apocalipse oferece um convite climático e sagrado: “Venha!”—um grito que revela sua crescente prontidão, anseio e parceria nos momentos finais da história redentora. Mas se estamos chamando para vir, então devemos saber quem estamos chamando. Claro que para Jesus, mas esses versículos finais revelam Aquele a quem este clamor é dirigido. Pois aqui, em Apocalipse 22, Jesus faz Suas declarações finais registradas sobre Si mesmo.
Embora teológico, este capítulo também é pessoal e devocional. Cada declaração que Jesus faz é uma revelação de Sua identidade falada diretamente à Sua Noiva. Esses são títulos ou funções abstratas acima; eles revelam Aquele que amamos e desejamos. O clamor da Noiva é pronunciado com certeza, flui da revelação — Jesus se tornando conhecido, clara, intimamente. Para compreender todo o peso deste momento, precisamos voltar ao início do livro. Apocalipse 1:1 começa com estas palavras:
“A Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar a Seus servos—coisas que logo acontecerão…”
A palavra grega para “revelação” é apocalipse — uma revelação ou revelação. Este último livro da Bíblia é mais do que um roteiro profético de eventos do fim dos tempos. É, acima de tudo, o desvelar de uma Pessoa — Jesus Cristo em toda Sua majestade, autoridade e glória divina. O tema central do Apocalipse é Jesus sendo revelado ao seu povo. Ele não está escondido nas sombras, nem fala por meio de profetas ou parábolas. Ele é revelado diretamente — plenamente e gloriosamente.
E, no capítulo final, essa revelação atinge seu clímax. Nessas palavras finais, Jesus oferece Suas declarações mais pessoais e definitivas sobre quem Ele é. Longe de serem mistérios velados, são afirmações ousadas e claras em Sua própria voz. Apocalipse 22 é o cumprimento de Apocalipse 1:1 — a revelação completa e final do Noivo à Noiva.
Aquele que seguimos, amamos, adoramos e esperamos ao longo dos séculos agora revela Sua plenitude. Ele nos diz quem Ele é — não em parte, mas em tudo. E essa auto-revelação não é para conhecimento, mas para amor. A Noiva está sendo mostrada ao seu Amado. Isso aprofunda seu anseio, desperta seu choro e fixa seu olhar no Único que está por vir.
Aqui, vamos refletir sobre cada uma dessas declarações finais que Jesus faz. E ao fazê-lo, que nosso grito “Venha!” seja renovado com maior clareza, intimidade fervorosa e uma convicção mais forte daquele por quem ansiamos, porque essas afirmações alimentam a resposta da Noiva — Ele fala, para que possamos responder.
O Alfa e o Ômega
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim, o Primeiro e o Último.” Apocalipse 22:13 NKJV
Esta é a primeira de três declarações definitivas e finais que Jesus faz sobre Si mesmo. Sua última “apocalipsis” — a soma de Sua identidade e autoridade. Mais do que frases poéticas ou imaginativas, carregam o peso pesado de Sua glória. Eles são absolutos e autoritários. Afirmações divinas de supremacia e eternidade. É esse o Que a Noiva chama quando ela grita “Venha!“.
O que é notável aqui é que essa afirmação corresponde à declaração feita por Seu Pai no capítulo anterior. Vamos analisar isso de perto:
“Então Aquele que se sentou no trono disse: ‘Eis que eu faço tudo novo.’ E Ele me disse: ‘Escreva, pois estas palavras são verdadeiras e fiéis.’ E Ele me disse: ‘Está feito! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. Darei gratuitamente a fonte da água da vida àquele que tiver sede. Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus e ele será meu filho.'” Apocalipse 21:5–7 NKJV
Aqui, o orador é inconfundivelmente o Pai. Como sabemos? Porque Ele fala daquele que vence como sendo Seu filho. Esta é uma linguagem intimamente ligada à paternidade de Deus. A dinâmica relacional expressa aqui é a de Deus e de Seus filhos: “Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho.” E ainda assim, no próximo capítulo, é Jesus quem pronuncia as mesmas palavras: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim.” A correlação é evidente, e a conclusão inescapável: Jesus é um com o Pai. Mais do que concordância e propósito, mas em essência e autoridade. Como o autor de Hebreus nos diz:
“O Filho é o resplandor da glória de Deus e a representação exata de Seu ser, sustentando todas as coisas por Sua palavra poderosa.” Hebreus 1:3 NVI
E Paulo afirma:
“Pois em Cristo toda a plenitude da Divindade vive em forma corporal.”
Colossenses 2:9 NVI
Esse é o mistério agora totalmente revelado — a revelação da “apocalipse” de Jesus Cristo, que começou em Apocalipse 1:1: “A Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos.”
O Apocalipse não é apenas uma linha do tempo profética ou um roteiro escatológico, mas antes de tudo o desvelamento de uma Pessoa — a plena revelação de Jesus como Ele realmente é.
E neste capítulo final, Jesus se apresenta, não como mensageiro de Deus, mas como o próprio Deus — igual ao Pai, declarando com a mesma autoridade e finalização: “Eu sou o Alfa e o Ômega.”
Se o Apocalipse 22 é como a cena final em um tribunal, então essas palavras não são um apelo à nossa aprovação, mas sim à aceitação. Ao contrário do tribunal terreno, onde um veredito está em jogo, o argumento sobre a identidade ou retorno de Jesus está fora de debate. O juiz não precisa de júri para decidir. O veredito já foi decidido, a Verdade já declarada no tribunal do Céu e selada antes da fundação do mundo. Ele é Alfa — antes de todas as coisas, a fonte da criação e da vida. Ele é o Ômega — aquele em quem todas as coisas encontram seu fim, propósito e realização. Ele esteve eternamente presente com o Pai, e embora Sua forma tenha mudado para assumir carne humana, Sua natureza Divina nunca cessou.
Então, quando a Noiva chama: “Venha, Senhor Jesus”, ela está chamando por Aquele que sozinho pode trazer todas as coisas ao seu fim designado — o Ômega em quem a história termina. Aquele por meio de quem a criação começou é também Aquele que trará sua gloriosa realização. A Noiva sabe que em Cristo, todas as coisas encontram seu significado e completude. Como Paulo nos lembra: “Aquele que iniciou uma boa obra em vocês a levará até o dia de Cristo Jesus.” [1] Essa promessa vai além do indivíduo — abrange toda a criação. Pois todas as coisas foram criadas por Ele, por meio Dele, e para Ele, e n’Ele todas as coisas se unem[2].
Em um mundo inundado de barulho e confusão — onde inúmeras vozes clamam por atenção e a verdade é distorcida pela filosofia humana e corrupção — é Jesus quem tem a palavra final. Ele não é uma voz entre muitas, nem Sua Palavra uma opinião entre outras. Ele é a Palavra Final — a autoridade suprema, o argumento conclusivo, a voz definidora sobre toda a criação. Suas palavras nunca são sem vida ou vazias, elas são vivas e ativas, determinando a própria trajetória da história humana, seu começo e fim.
Passado, presente e futuro estão todos sob Seu comando e o destino segue o caminho que Sua Palavra traça. Jesus é o Extremo de toda a existência. Sem Ele, nada começa. Sem Ele, nada termina.
A Noiva sabe disso e, por isso, chama com convicção mais forte que a esperança — de uma certeza divinamente inspirada. Seu chamado é impregnado de definição e direção — focado naquele que segura o próprio tempo em Suas mãos. Ela chama o “Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim, o Primeiro e o Último”.
A Raiz e a Prole de Davi
“Eu, Jesus, enviei Meu anjo para testemunhar para vocês essas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Prole de Davi…” Apocalipse 22:16a NKJV
Agora, Jesus fala de uma forma muito pessoal e direta, começando com: “Eu, Jesus…” É o único lugar no livro do Apocalipse onde Ele se refere a Si mesmo pelo nome. Há uma sensação de intimidade ali — como se o Noivo se inclinasse para sussurrar Seu nome ao Amado. Nenhum anjo fala aqui. Nem símbolo nem visão ficam entre os dois. Este é Jesus, nosso Rei Noivo, se fazendo conhecido em termos inconfundíveis. Que momento terno e ao mesmo tempo triunfante é quando Jesus pronuncia essas palavras. Aqui Ele se identifica intimamente. “Eu, Jesus” Aquele que caminhou entre nós, que chorou, que tocou o leproso, que suportou nossas dores e carregou nossas mágoas — agora fala à Sua Noiva nessas últimas palavras. É esse Jesus quem agora declara: “Eu sou a raiz e o descendente de Davi.”
Essa declaração também é profunda e profética. Jesus conecta Sua natureza eterna diretamente às promessas de aliança feitas a Davi. Ele é a Raiz (significando a fonte de onde Davi veio), mas também o Descendente — aquele nascido da linhagem real de Davi, cumprindo a promessa de um reino eterno.
Essa afirmação continua o tema introduzido no versículo 13, onde Jesus se identificou como o Alfa e o Ômega. Essa primeira afirmação revelou Sua natureza eterna — esta segunda Seu ofício eterno. É justamente porque Jesus é o Alfa e o Ômega — o Único antes de todas as coisas e em quem todas as coisas são completas — que Ele pode ser a Raiz e o Descendente de Davi. Ele é a origem e o cumprimento, o rei pré-existente e herdeiro prometido. Seu trono não é temporal, mas eterno em ambas as direções.
Reinos vieram e se foram, imperadores surgiram e caíram, mas o trono de Davi possuía uma qualidade eterna que prenunciava o Supremo Rei que viria. Davi governou porque Jesus já havia governado. Sua autoridade refletia um domínio maior do que qualquer potentado terreno. Como afirma Colossenses 1:17: “Ele está antes de todas as coisas, e nele todas as coisas se unem.” Quando Jesus diz que é descendente de Davi, Ele se identifica como o legítimo herdeiro do trono de Israel, aquele de quem os profetas falam e desejam gerações. Este é o Rei que retornará para governar e reinar do Monte Sião. Apocalipse 11:15 soa como um toque de trombeta:
“Os reinos do mundo tornaram-se os reinos de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará para sempre.” NKJV
Jesus é o cumprimento de toda profecia messiânica que aponta para um Rei eterno que viria. 1 Reis 9:5 registra a promessa a Davi:
“Então estabelecerei o trono do seu reino sobre Israel para sempre, como prometi a Davi, seu pai, dizendo: ‘Não deixarás de ter um homem no trono de Israel'” NKJV
Jesus é aquele Homem que se sentará no trono de Davi. Nele, a promessa a Davi encontra seu sim e amém. Quando a Noiva chama “Venha“, ela está chamando seu Rei para voltar e reinar, para restaurar e estabelecer Seu domínio eterno sobre a terra. Naquele dia, os reinos deste mundo se curvarão diante daquele que é ao mesmo tempo divino e humano, tanto Raiz quanto Prole. Só Ele é digno e capaz de unir Céu e Terra, Deus e Homem, em um único Reino glorioso. Como proclama Isaías 9:7:
“Do aumento de Seu governo e paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre Seu reino, para ordená-lo e estabelece-lo com julgamento e justiça a partir de então, até para sempre. O zelo do SENHOR dos exércitos realizará isso.” NKJV
A Estrela da Manhã Brilhante
“Eu, Jesus… sou a Estrela da Manhã Brilhante.” Apocalipse 22:16b NIV
De todas as declarações do “Eu Sou” que Jesus faz, esta é a final—Sua declaração final e revelação final. Se “Eu sou o Alfa e o Ômega” afirma Sua divindade eterna, e “a Raiz e Prole de Davi” confirma Seu ofício real, então “a Estrela da Manhã Brilhante” oferece Sua promessa: o amanhecer de um Novo Dia. Esta é uma palavra de esperança dita na escuridão — uma promessa de que a noite não durará para sempre. Mais do que um título, é um sinal. A estrela da manhã aparece pouco antes do amanhecer, brilhando mais forte enquanto o mundo ainda está escuro. É o sinal que o vigia espera, o dia da certeza está próximo. Assim também, Jesus é esse sinal radiante para Sua Noiva — chamando-a a erguer os olhos, a se animar e a saber que seu Amado está próximo. A longa noite está acabando. O Dia está prestes a começar.
Esta não é a primeira vez que uma estrela marca Sua vinda. Em Sua primeira aparição, uma estrela apareceu no oriente[3] colocada pelo Pai como um sinal celestial. Aqueles que compreendiam os tempos — os magos do leste — seguiram aquela estrela até que ela os levou ao Único Rei dos Judeus. Embora gentios, eles reconheciam Sua importância, enquanto os Seus próprios não o recebiam[4]. Na mansidez e na majestade, nasceu a verdadeira Estrela de Jacob—enrolada em panos de roupa e deitada em uma manjedoura. Até o profeta pagão Balaão previu Sua vinda, declarando:
“Eu O vejo, mas não agora; Eu o contemplo, mas não perto: uma estrela sairá de Jacó, e um cetro surgirá de Israel.” Números 24:17 NKJV
Ainda assim, por mais incrível que tenha sido aquela primeira aparição, Sua segunda vinda será totalmente diferente e gloriosa. Não mais escondido ou observado por poucos, Seu retorno será visto por todos os olhos. Como o profeta Zacarias previu:
“Eles olharão para mim, aquele que perfuraram, e chorarão por ele como se lamenta por um filho único, e lamentarão amargamente por ele como se lamenta um primogênito.” Zacarias 12:10 NVI
Na primeira vinda, uma estrela anunciou Sua chegada; em Seu segundo, Ele será aquela estrela — a Estrela Brilhante da Manhã — brilhando acima, mas rompendo no mundo com um brilho inegável[5].
Curiosamente, o termo “Estrela da Manhã” é astronômicamente associado ao planeta Vênus, o objeto mais brilhante no céu depois do sol e da lua. Vênus nasce ainda escura e anuncia a chegada de um novo dia. Que apropriado Jesus escolheu essa como autodescrição! Ele é Aquele que aparece no fim da noite, diante da luz plena do dia, para declarar: “a escuridão está passando; O amanhecer está próximo.”
Vale destacar como o termo ‘estrela da manhã‘ também foi usado para Lúcifer:
“Como você caiu do céu, ó estrela da manhã, filho da aurora! Vocês foram lançados à terra, vocês que um dia derrubaram as nações!”
Isaías 14:12 NVI
Mas há uma grande diferença entre o Senhor e Lúcifer — um abismo tão grande que um não pode ser reconciliado com o outro. Lúcifer foi uma luz criada, dada para irradiar a glória de Deus. Mas Jesus não é uma luz criada, pois Ele é a Luz, a Luz do mundo. Uma luz tão grande, nenhuma quantidade ilimitada de velas juntas, poderia se comparar ao Seu brilho. Por isso, Ele não é apenas a “estrela da manhã“, mas Jesus é a “Estrela da Manhã Brilhante”.
Paulo escreve sobre este dia em que, “o Senhor Jesus derrubará com o sopro de sua boca e destruirá pela claridade de Sua vinda.” [6] Sua luz dissipará a noite, mas também destruirá toda falsificação. Nenhuma escuridão pode ficar diante dele. Nenhum inimigo, capaz de segurá-lo. A falsa luz do anticristo será exposta pelo que ela é. E quando Jesus vier em glória, Seu brilho inaugurará um novo dia — o Reino Milenar — no qual a Noiva irradiará com Sua luz, mesmo agora, como Pedro escreveu certa vez:
“E assim confirmamos a palavra profética, que vocês fazem bem em ouvir como uma luz que brilha em um lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da manhã se levante em seus corações;” 2 Pedro 1:19 NKJV
Selah
Princípios
- As palavras de Jesus moldam a trajetória de toda a história humana, seu começo e fim. Passado, presente e futuro estão todos sob Seu comando.
- É porque Jesus é o Alfa e o Ômega que Ele também é a Raiz e o Descendente de Davi.
- Quando a Noiva chama “Venha“, ela está chamando seu Rei — não metaforicamente, mas pessoalmente — para reinar, restaurar e estabelecer Seu domínio sobre a terra.
- A Estrela da Manhã Brilhante dissipará a noite e expõe toda luz falsa pelo que ela é. Nenhuma escuridão pode ficar diante dele. Nenhum inimigo poderá segurá-lo.
Escrituras
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim, o Primeiro e o Último.” Apocalipse 22:13 NKJV
“Eu, Jesus, enviei meu anjo para testemunhar para você sobre essas coisas para as igrejas. Sou a raiz e descendente de Davi, a brilhante estrela da manhã.”
Apocalipse 22:16 ESV
Citações
“Este livro é a conclusão de toda a questão, a soma de todas as visões e profecias do Antigo e Novo Testamento.”
—Mateus Henrique, Comentário ao Apocalipse
“Ele é Filho de Davi, mas Davi o chama de Senhor. Ele é tanto a raiz de Davi, como Deus, quanto o Descendente de Davi, como o homem.”
—Agostinho de Hipona, Tratados sobre o Evangelho de João
“Cristo é a Estrela da Manhã do Seu povo, e se Ele brilhar, eles também brilharão. Eles são a lua, mas Ele é o sol. Eles não têm luz de si mesmos, mas Ele é sua Luz e sua Vida.”
—Charles Spurgeon, Devocional da Manhã e da Noite
Pausa para reflexão
- Em quais áreas da minha vida sou tentado a assumir o controle, esquecendo que Jesus é o Autor e Finalizador da minha fé?
- Como minha perspectiva poderia mudar se eu visse cada desafio e cada vitória como parte de uma história divina que começa e termina em Cristo?
- Como a promessa de Jesus como a Estrela da Manhã Brilhante traz esperança às minhas lutas atuais e me lembra que a escuridão não durará para sempre?
- De que maneiras a luz de Jesus brilhou mais forte nos momentos mais sombrios da minha vida, e como posso levar essa luz para o mundo ao meu redor?
Uma Oração Ensaiada
Há vários anos, pedi ao Senhor que me ajudasse a colocar em palavras uma oração para que a Noiva pedisse que Ele viesse. A oração escrita que se segue é um presente pelo qual continuo profundamente grata, pois expressa o clamor do coração da Noiva e captura a essência desses capítulos anteriores: tanto o anseio por Seu retorno quanto a revelação d’Aquele que estamos chamando para vir.
Essa oração tem sido usada de forma coletiva, como um grito da Noiva pronunciado em unidade, e também encontrou lugar dentro da devoção pessoal. Vocês são calorosamente convidados a usá-lo em seus próprios momentos de oração, ou em reuniões nupciais onde há um anseio comum pela vinda de Jesus.
Jesus, amante da nossa alma, sabendo que somos indignos, mal conseguimos olhar para o seu rosto. Ainda que sejamos escuros, você vê sua noiva como linda, Embora sejamos fracos, nosso amor por você cresce forte.
Seu amor despertou nosso coração e o desejo despertou dentro de nós. Nem todos os tesouros passageiros deste mundo, nem toda a beleza da criação, se comparam ao esplendor de Vossa Majestade Ou à beleza de Vossa Santidade.
Viemos diante de vocês, nosso Rei, e nos curvamos . Vamos diante de vocês, nosso Noivo, e deitamos aos seus pés. Lá descansaremos em seu amor, lá faremos nossos votos, lá daremos nossos corações em adoração como pomada derramada.
Cubra sua Noiva, ó Gloriosa, com o canto da sua roupa. E nos leve com você. Pois onde você está é onde queremos estar.
Que os Céus testemunhem e que a Terra tome nota. Que fique registrado no livro desta nação, que neste dia e hora abraçamos a verdade de quem somos. Celebramos nossa identidade coletiva como a Noiva de nosso Senhor Jesus Cristo. Plantados por Sua grande mão sobre esta terra e em nossa nação, para preparar o caminho para Sua Vinda novamente.
Entendemos, através das Sagradas Escrituras, ó Senhor, que estendeste o Cetro Real do teu Reino à tua Noiva. Para que, como sua Noiva, adornada de humildade e arrependimento, possamos nos aproximar do seu Trono para pedir ao nosso Rei.
Queremos que saiba, querido Senhor, que não te buscamos apenas por nós mesmos, mas como tua Noiva chamada pelo teu nome, intercedemos em nome de nossa nação, e por aqueles que ainda não te conheceram como nós te conhecemos, para que também possam compartilhar o cálice da salvação e do noivado que compartilhamos.
Queremos que saiba que desejamos a você, nosso Rei, mais do que o Reino, e que, mais do que qualquer outra coisa, nosso desejo é que você volte. Esse é o anseio em nossos corações. Esse é o grito dentro de nós enquanto alinhamos nossos corações com o seu. E ative o chamado que colocaste em nós pelo teu Espírito Santo, para que clamemos por teu retorno.
E assim os chamamos agora para virem.
Venha como Alfa e Ômega. Pois em você está o começo e o fim de todas as coisas. Venha terminar sua nova criação, para que possamos ser puros e impecáveis, como uma Noiva lindamente vestida para seu Marido.
Venha como a Raiz e Descendente de Davi, que a Terra receba seu Rei. Venham porque os reinos deste mundo são seus e as nações sua herança. Só você merece ser coroada com muitas coroas. Somente você é digno de receber toda glória, honra e bênção.
Venha como a Estrela da Manhã Brilhante, pois Você é a promessa de um novo Dia. Ouvimos o Espírito Santo dentro de nós clamar vindo. E já ouvimos Você dizer “Estou chegando em breve”. Então dizemos “Amém. Mesmo assim, venha, Senhor Jesus”
[1] Filipenses 1:6 NVI
[2] Colossenses 1:16,17
[3] Mateus 2:2
[4] João 1:11
[5] “Assim como o relâmpago vem do leste e brilha para o oeste, assim também será a vinda do Filho do Homem.” Mateus 24:27 NKJV
[6] 2 Tessalonicenses 2:8